Transtorno afetivo bipolar

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Texto: Transtorno afetivo bipolar.Ao lado, imagem de mulher olhando pra fora da janela.

Oscilar entre episódios bastante antagônicos, indo da tristeza profunda ao entusiasmo e alegria exagerados. É assim que geralmente o transtorno afetivo bipolar é apontado como características mais marcantes, porém, existem uma série de outros fatores que precisam ser avaliados para a realização de um diagnóstico preciso.

De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, estima-se que o transtorno bipolar atinja aproximadamente 140 milhões de pessoas no mundo.

Essa alternância de humor muito brusca torna a vida do indivíduo que sofre de transtorno bipolar bastante incômoda para ele e para as pessoas de seu convívio. Vamos falar mais neste artigo sobre o transtorno afetivo bipolar, confira!

O que é transtorno afetivo bipolar?

O transtorno afetivo bipolar é uma doença psiquiátrica marcada, principalmente, por mudanças repentinas no humor e comportamento. Trata-se de uma mudança brusca, indo da euforia a tristeza, por exemplo.

Quando alguém busca um psiquiatra com o intuito de descobrir se sofre de transtorno afetivo bipolar, o especialista avalia principalmente o que é chamado de episódio maníaco.

O episódio maníaco é alteração de humor por pelo menos uma semana, totalmente diferente do que o indivíduo costuma ser. Ou uma euforia desmedida, uma alegria repentina sem motivo, ou tristeza, irritação, algo que foge do seu normal por pelo menos um período de uma semana.

Esse é um dos critérios mais avaliados pelo especialista, o médico psiquiatra, embora seja necessário uma série de outras avaliações para fazer um diagnóstico mais assertivo.

Sintomas que podem sugerir um transtorno afetivo bipolar?

  • Autoestima elevada, através de uma visão deturpada, um excesso de confiança exagerado;
  • Uma sensação de importância ilusória;
  • Diminuição da necessidade de dormir, o indivíduo passa a dormir menos;
  • Aumento da capacidade comunicativa: falar mais e bastante, falar mais rápido do que o normal;
  • Sensação de pensamento acelerado;
  • Dificuldade para focar em uma tarefa;
  • Aumento de uma atividade específica, por exemplo, passar a arrumar a casa com exagero; quase como uma inquietação;
  • Sensação de aumento de energia, entusiasmo (não que seja positivo, pois vem de um incômodo, uma busca inconsequente);
  • Interesse súbito por sexo, como também falta de interesse, diminuição na libido;
  • Busca por prazeres efêmeros, como drogas, situações de risco;
  • Sentimento de culpa;
  • Idealizações suicidas;
  • Isolamento social;
  • Anedonia (falta de interesse por atividades de lazer que costuma gostar de fazer);
  • Gastos excessivos de dinheiro;
  • Pode ter episódios de delírio e alucinações.

Quais são as causas do transtorno afetivo bipolar?

Não existe uma causa considerada específica para o desenvolvimento do transtorno afetivo bipolar. O que a ciência sabe é que os fatores genéticos têm um peso grande para que uma pessoa seja acometida pelo transtorno.

Fatores sociais e eventos estressantes, como morte de um ente querido, período pós-parto e até mesmo condições culturais, políticas e econômicas podem ajudar no desenvolvimento de transtornos mentais de uma forma geral.

Por isso, o mais importante é buscar apoio médico ao notar um comportamento muito inusitado ou que difere do que o indivíduo costuma ter.

A própria pandemia, por exemplo, por conta do isolamento social, tem feito com que pessoas se descubram com transtorno afetivo bipolar, além de outras doenças psiquiátricas.

Um exemplo foi o que aconteceu com o rapper Kanye West, que durante a pandemia chegou a posar em suas redes sociais que sua esposa, Kim Kardashian, estava tentando interná-lo.

O que ele teve, de acordo com especialistas, foi um episódio maníaco causado pelo transtorno afetivo bipolar. Ele foi diagnosticado com a doença um pouco antes da pandemia e o isolamento somado a todas as demais condições trazidas pelo período, causou o surto.

Qual é o tratamento

Após a avaliação de um especialista, o paciente será acompanhado e receberá o tratamento mais indicado com medicamento e terapia. Isso porque não há uma cura.

Com o tratamento adequado, consegue-se ter uma melhora na condição, possibilitando assim uma vida mais tranquila.